quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Negócio da China


Matheus Dalla Costa *

Fonte: Google Imagens
A autopublicação online de livros já não é mais uma simples tendência. Hoje, é um meio editorial responsável por movimentar cifras respeitáveis no mercado literário. Nos Estados Unidos, país dos tablets e ebook readers, autores independentes conseguem vender números superiores a 1 milhão de exemplares em sites de grande porte, como a Amazon.

Mas é na China onde esse fenômeno se manifesta de forma mais interessante e (principalmente) peculiar. A autopublicação virtual pros lados de lá atrai pelo menos 40% dos usuários que utilizam a internet, algo em torno de 200 milhões de pessoas. Isso dá quase 4 vezes a população inteira da Argentina, um número que é especialmente impressionante se você for chinês e souber escrever bem. Apesar da grande demanda no mercado, as coisas por lá não funcionam da mesma maneira que aqui no Ocidente – e provavelmente é aí que mora o segredo da popularidade absurda das suas publicações virtuais.

O modelo adotado lá é chamado popularmente de “freemium” (junção de free + premium, em inglês). O sistema funciona através da publicação gratuita de histórias e contos em sites especializados. A leitura também é gratuita, qualquer pessoa pode acessar o material disponível e ler a qualquer momento. Não parece fazer muito sentido, mas a parte engenhosa vem depois: autores de obras que alcançam altos índíces de popularidade nestes sites são convidados a se tornar uma espécie de “escritor VIP”.

Na China, o celular também é muito utilizado para a leitura.
Fonte: Google Imagens
Uma vez “VIP”, suas histórias são movidas para outra seção do site. A partir daí, os usuários podem ler apenas um trecho das obras postadas, e para acompanhar o resto é necessário pagar uma quantia em dinheiro. O valor é irrisório, algo em torno de 2 Yuans (60 centavos)  para liberar as próximas 1.0000 palavras da história. Pode parecer troco de pão, mas com milhares de pessoas curiosas e interessadas em saber o que acontecerá nos próximos capítulos de uma trama bem construída, a publicação pode se tornar extremamente lucrativa. Um autor chinês, em certos casos, consegue ganhar até mesmo 1 milhão de Yuans por obra, algo em torno de 290 mil reais (!).

Esse mesmo autor, caso tentasse autopublicar essa mesma obra seguindo os modelos ocidentais, talvez não conseguiria juntar dinheiro suficiente nem para comprar espetinho de grilo na tenda da esquina. Ou pior: se enviasse sua história para uma editora de livros de papel, talvez sequer teria seu trabalho aceito e publicado no mercado.

Este segmento dos micropagamentos tem se mostrado eficiente na China, e logicamente, se funciona tão bem assim muito se deve por causa da enorme população que o país apresenta, capaz de transformar “centavos” acumulados em milhões – algo inteligentemente percebido pelos chineses. O modelo também está sendo estudado para aplicação nos Estados Unidos, um país que já possui uma base sólida no ramo da autopublicação tradicional, e que de quebra também conta com uma das maiores populações do mundo – a terceira.

O que levanta o seguinte questionamento: e no Brasil? A quinta maior população mundial, e também o quinto com maior presença na internet; um país onde a maioria das pessoas não ostenta poder aquisitivo suficiente para comprar e ler tantos livros quanto se deveria ler. Isso não poderia dar certo por aqui, servindo como uma forma mais atraente de incentivo à leitura? Sabe-se que ler não é uma prática muito comum à maioria do nosso povo, e esta é uma deficiência que certamente pode ser tratada se o hábito em torno da leitura for adaptado para uma cultura mais popular e acessível para todos.


Alguns sites brasileiros, como o Clube dos Autores e o Bookess até oferecem o serviço de autopublicação tradicional. Entretanto, diferente de outros países, o movimento parece ser muito tímido: poucas pessoas  estão realmente interessadas em apostar 10, 20 reais, ou até mais no livro de algum desconhecido. O esquema chinês parece muito mais promissor, mas dificilmente veremos editoras nacionais arriscando-se em um modelo tão diferente e sem garantias seguras de retorno financeiro. Em todo o caso, o que separa o progresso da estagnação é justamente o oportunismo e a capacidade de reinventar-se, apostar em novas tendências. Nisso, os chineses pelo visto são mestres.

*Matheus Dalla Costa é estudante do VI nível do Curso de Jornalismo da UPF.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Literatura Eletrônica


                                                                                                                        Arthur Ricardo Calione*

Fonte: Google Imagens
Novos conceitos literários estão sendo criados, baseados na inserção da tecnologia empregada no dia-a-dia dos milhões de leitores que buscam facilitar o alcance a inúmeras matérias, que estão disponíveis nas milhares de bibliotecas online do universo da internet. E cada vez mais notamos que os leitores deixaram os livros impressos de lado e acompanham seus assuntos favoritos pela tela do computador, notebook e celular. Isso pode ser justificado pela facilidade e portabilidade, que é muito mais ágil num ambiente online.

A grande pergunta que fica no ar, é se um dia a literatura impressa vai acabar. Acredito que não há possibilidade de ela acabar. Alguns costumes do povo podem ser atenuados, porém nunca deixarão de existir. Tradições acercam estes costumes, não é porque é preciso carregar um livro embaixo do braço que as pessoas o trocarão por uma tela.  Notavelmente que as pessoas estão optando por ler na internet, mas vemos cada vez mais bibliotecas impressas se fortalecendo. É preciso de referências físicas e não só virtuais, por exemplo, em uma monografia ou  em artigos. 


Fonte: Google Imagens
Outra situação que fortalece a existência do impresso, é a questão da confiabilidade. Muitos leitores não acreditam muito na internet, por muitas vezes as informações não possuírem fontes, ou seja, estão ali jogadas em um site qualquer, sem saber no mínimo quem as informou. Claro que se o leitor tiver tempo e conhecimento em procurar nos lugares certos, encontrará um emaranhado enorme de informações postadas corretamente, com fonte e com conteúdos valiosos para uma boa pesquisa.


Essa leitura eletrônica terá sim cada vez mais espaço, pois ela é impulsionada por um mercado financeiro muito promissor, que é o da tecnologia. O desenvolvimento de aparelhos de uso muito pratico e portátil suprem a necessidade das pessoas mais atarefadas, que não conseguem parar durante o dia para ler um bom livro. Mas acredito que o bom e velho impresso não perderá tão fácil assim seu posto.



A internet conseguir romper as barreiras da literatura.



  

*Arthur Ricardo Calione é estudante do Curso de Jornalismo da UPF.




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Entre o velho e o novo


                                                           Franciele Demarchi*

A moda, os acessórios e até objetos de decoração em casa, ganham um toque especial graças ao Retrô e ao Vintage, mas existe uma considerável diferença entre os dois termos. Para ser vintage uma peça precisa ter pelo menos, duas décadas de existência e ainda assim estar em perfeito estado de conservação, o vintage é realmente antigo, de época. O Retrô são lançamentos com um ‘toque’ vintage, tudo o que é relançado com uma modelagem ou estilo que lembram os anos 60, 70 ou 80.

(Foto: google imagens)
Esta onda do passado pode ser vista em móveis, veículos, até no cimena e em seriados, mas mesclando passado e presente, podemos dizer que a moda é onde mais se agrega o retrô e vintage. Brechós estão sempre repletos de roupas e acessórios que mantém a essência dos anos dourados. A moda também aposta com força na presença do retrô em coleções e desfiles do mundo inteiro. Cada vez mais presente no guarda roupa feminino e masculino, as peças também ganharam espaço na última coleção de outono/inverno, com as roupas, sapatos oxfords, óculos gatinha e as calças pantalona. Escolher como opção de estilo a moda retrô e vintage parece simples, mas exige um equilíbrio entre as peças, para não parecer ridículo. 

(Foto: google imagens)
Neste verão, o que temos de mais nítido da moda retrô e vintage são os óculos gatinhas. Sucesso nos anos 50 e 60, os óculos gatinha são os mais novos ‘queridinhos’ das mulheres, justamente por reunir o moderno e o clássico em um único acessório. 

Sem dúvida essa onda surgiu graças a seu valor nostálgico, que nos fazem lembrar épocas em que o estilo era de muito glamour. O mundo hoje anda tão acelerado que nem temos tempo para aproveitar as coisas que surgem.                                              

Existem muitas ideias e objetos do passado que valem a pena trazer para os dias atuais. Essa busca incessante pelo retrô e o vintage, não quer dizer que as ideias tenham acabado, mas que os recursos e as formas como as usamos o passado no presente estão cada vez mais eficientes e diversificadas.

Algumas bandas utilizam desde estilo retrô, uma delas são as meninas do The Like, que vestem retrô perfeitamente.

  


*Franciele Demarchi é acadêmica do Curso de Jornalismo, VI nível.



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Eu Retrô?

Dulci Sachetti*

Tratar de moda retrô implica falar sobre estilo. Definitivamente o vai e vem da moda não caracteriza o retrô, isso são repaginações, influências, inspirações e tendências para o atual. Vestir-se retrô ou retrogradamente, já que o sufixo originário do latim indica passado, significa adotar um modo de se vestir de acordo com determinada época, onde as roupas associadas aos penteados, acessórios e atitudes que foram as características das pessoas demonstre a opção do tempo passado.

Agora, guardar roupas antigas e afirmar que daqui dez anos serão moda outra vez e que se curte e se adota um estilo retrô é falácia. Sim, porque as tendências que chegam para o “moderno” carregam apenas alguns simbolismos, aspectos que lembram de longe – bem de longe – os estilos veteranos. As características físicas como tecidos e cores mudam, o corte e a justeza, assim como as características psicológicas e morais como ousadia e permissividade também, adequando-se à vanguarda e realidade social contemporânea.

Tomando por base a década de 50 ou “Anos dourados” com o período de transição da guerra, surgimento do Rock Presley, chegada da televisão e apogeu do cinema, houve uma revolução do comportamento, abrindo-se espaço para o atrevimento, movimentos feministas e trajes de banho. Aqui, cabe dizer que se uma garota usa na praia como maiô o que hoje é considerando vestido, realmente ela se adequa ao estilo retrô anos 50. Nos anos 60 não só Neil Armstrong chega à lua, também Lucy ao céu com diamantes e toda a ala jovem com a moda “sexo, drogas e Rock’n Roll”; tem-se o Woodstock e o “paz e amor”, Beatles, Rolling Stones e Celly Campello com o traje de banho que diminuíra “Era um biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho, mal cabia na Ana Maria”. A década de 70 começa pelos diversos Rock’s, progressivo, glam, hard. Vêm os embalos de sábado à noite, discotecas e passinhos ensaiados.  É a década de ruptura total; uma quebra que resulta no dance, pop, brega, assumidos pelos jovens como meio de identificação ao ritmo relegado e efetivado nas vestimentas; pluralidade que se mantém até hoje, mas sem representar que todos curtindo tudo são “estilo setentista” . Calças boca de sino para os homens, vestidos cada vez mais curtos para as mulheres e para ambos sapatos plataformas. Na década de 80 o colorido e o corpo perfeito tomam conta e consequentemente as roupas de ginástica justas, polainas, all star e o exagero. Para a música surge o movimento New Wave e o Heavy Metal como vertente do Rock e Raul Seixas "hey anos 80, charrete que perdeu o condutor". Esse colorido nada tem a ver com a política colorida atual, ressalva-se.

Foto: Jamile Trichês


Falar dessas quatro décadas significa atrelar toda a conjuntura da época à estilos, música, cultura e moda. Encontrar-se ou identificar-se com qualquer um deles é natural, até mesmo pela simpatia a alguns dos elementos citados, mas meras inspirações. Categorizar-se num estilo retrô autêntico sugere que se use e assuma um conjunto de simbolismos caracterizadores como única opção de vestimenta, um tanto raro, mas possível e que geralmente é medido como estranho, diferente ou retrógrado.
E o agora? O que fica sobre a década? Moda futurista, Lady Gaga e você aí...

*Dulci Sachetti é acadêmica do Curso de Jornalismo, V nível.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um produto à venda


*Jéssica Fontana Favaretto


Não sei quando surgiu a música e não acredito que alguém possa ter certeza de uma data. A música é algo do ser humano, algo que o acompanha há muito tempo. Mesmo não tendo nascido há 10 mil anos atrás, ouso dizer que a música esteve presente nas diversas fases do desenvolvimento da humanidade.

Apesar de nossas vidas não serem parte de uma novela da Rede Globo, também temos trilha sonora. A música nos acompanha no carro, nas festas, nos encontros com os amigos, nos momentos românticos, nos momentos de espiritualidade e até mesmo nos funerais. A música expressa o que sente o homem, seja amor, angustia, raiva. A música sempre tem palavras a dizer, não importa a ocasião.

A música já fez parte da guerra. Os exércitos cantavam enquanto iam a luta e os poetas compunham canções das vitórias gloriosas daqueles que empunhavam as espadas. Os monges e padres cantavam em louvor a Deus pedindo a vitória. No entanto, os tempos mudaram, as guerras também, e a música mudou junto.


Por muito tempo a música retratou o dia-a-dia dos diversos povos que habitavam de forma quase isolada a Terra. Hoje, vivemos uma era em que o capitalismo transformou a música em produto e a globalização levou a música aos quatro cantos do mundo - acho até que ela  puxou as barbas de Deus. Isso é facilmente percebido através do exemplo que o professor de Antropologia, Conrad Phillip Kottak, dá em seu livro Mirror of Humanity onde diz que "American rock stars recordings blast throught the streets of Rio de Janeiro, while taxi drivers from Toronto to Madagascar play Brazilian music tapes”.

Foto: Google Imagens
O capitalismo e a globalização nos deram acesso ao que é produzido longe de nós, mas também fizeram com que a música perdesse qualidade a partir do momento que passou a reproduzir qualquer coisa que pudesse vender, e a Jéssica não está louca por dizer isso, é só prestar a atenção no que tocam as rádios.




As canções abriram um vasto leque de mercados para os empresários espertalhões. Discos, CD’s, shows, camisetas personalizadas e objetos típicos das bandas e cantores. Numa reunião de quase tudo isso, ainda temos festivais de música que reúnem muitas bandas e trazem lucros. Não sei se as minhas ideias correspondem aos fatos, mas, apesar de adorar assistir a shows, acredito que há uma certa exploração indevida em cima da música, pois ela não passa de algo que é parte da nossa cultura e que, portanto, não deveria ser vendida. Mas vou deixar essa discussão para os caras lá da Escola de Frankfurt, pois sei que os músicos também precisam viver, tendo ou não vergonha de ser feliz.

Volto a falar da música em si. Acredito que enquanto houver sentimento, haverá música. Se Deus levar a todos, mas esquecer um de nós em algum confim da terra, a música ainda estará vivendo por aqui, mesmo que aquele que continuar a viver seja surdo e mudo. A música está em nós e nós somos parte da música.

Não me importo se a música é vendida ou não, não me importo se eu a escuto num festival ou no escuro do meu quarto, eu me importo com o relacionamento que há entre as palavras, os sons e os sentimentos.




*Jéssica Fontana Favaretto é acadêmica do VI nível de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo da UPF.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A Comida Amarela


                                                                                                                                     Mateus Miotto*

Outro dia eu ouvi alguém dizer: “O meu dia tinha que ter umas 40 horas, não 24”. Este é o reflexo da correria em que a população de cidades em pleno desenvolvimento enfrentam. Passo Fundo, segundo dados do Governo Do Estado, é a 16° cidade no ranking de desenvolvimento. Mas desenvolvimento requer trabalho, requer  tempo.  Em Passo Fundo a maioria da população trabalha no comércio e no centro da cidade. Grande parcela destes trabalhadores moram mais afastados há pelo menos 20 minutos de ônibus. 

Com intervalos de almoço com no máximo 1 hora e meia, fica difícil despender 40 minutos só na viajem de ida e volta para casa. Isso, somado ao tempo de preparo do almoço torna inviável retornar para casa ao meio dia. A solução encontrada é comer nos inúmeros restaurantes espalhados pela cidade. O problema é que nem sempre o que é servido é exatamente o que deveríamos comer.  Quem, após meio dia de trabalho, se contentaria em comer frutas, verduras e um suco natural, diante de um buffet completo? É, exatamente....

Foto: Tatiane Santi
A comida não difere muito da droga sintética. Após uma jornada estressante a pessoa pode encontrar refugio em atraentes e gordurosos pratos. Além de deliciosa, a comida tida como não natural é barata. Em Passo Fundo é possível comer por R$6,00, com direito a carne na chapa, batata frita, salgadinhos e outros. 

A mídia culpa as pessoas, os médicos dão as recomendações. Todos apontam para um culpado: quem ingere alimentos gordurosos. Mas, a meu ver, o sistema frenético que todos nós enfrentamos é o grande vilão. Sem tempo e com níveis de ansiedade acima do normal, fica difícil saciar a ânsia em alguma coisa de coloração verde. A solução é buscar refúgio na chamada “comida amarela” a comida gordurosa. 

Mas então a culpa é unicamente da falta de tempo? E se eu tiver uma jornada menor, por que então é ainda difícil me alimentar de forma correta? Outro importante fator, que a imprensa não observa com importância, é o preço dos produtos naturais.

Nos mercados qualquer coisa não industrializada custa caro. Um simples pé de alface custa R$1.50.. Laranjas, mamão e outras frutas custam bem mais que algum industrializado custaria. É só prestar a atenção. Comer de forma saudável custa caro, bem mais caro. Aveia e cereais, de suma importância para a saúde, são os campeões de preço. O quilo deste produto chega a custar mais de R$10,00, um desestimulo á compra de quem está começando a descobrir o mundo natural. 

Problemas que o governo não vê, problemas que a mídia não se dá conta. É muito fácil criticar quem está acima do peso dizendo: ele só come porcaria. Mas infelizmente o sistema atual força a maioria das pessoas a comerem algo rápido, barato e que sacie. O sistema  força as pessoas a comerem algo que realmente  não é saudável. Tudo tem um preço, mas toda essa comida amarela, gordurosa, um dia cobrará seu preço. Este preço, infelizmente, será mais caro que qualquer lanche já pago, será a nossa saúde.

*Mateus Miotto  é aluno do curso de Jornalismo da UPF, VI nível.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Má Alimentação

*Grasiele Vieira Tombini

 A má alimentação ocorre principalmente nos países subdesenvolvidos, por falta de alimentos; de maus hábitos alimentares, na maioria das vezes por haver alimentos pouco nutritivos, como os fast-foods; e de falta de exercícios físicos. A má alimentação pode causar diversas doenças. As principais consequências da má alimentação são: obesidade, colesterol elevado, gastrite e hipertensão.

 A falta de tempo não pode ser desculpa para não se ter uma alimentação saudável, afinal os alimentos são aliados essenciais na produção da energia necessária para cumprir suas atividades e para garantir qualidade de vida. Pular refeições, comer alimentos ricos em gorduras, consumir alimentos industrializados em excesso e outras atitudes deste tipo diminuem a disponibilidade de nutrientes, que são necessários ao bom funcionamento do organismo, o que resulta no processo de doença.

A recomendação para quem tem uma vida agitada é ao menos fazer três refeições por dia – café da manhã, almoço e jantar. Com uma boa refeição, a pessoa consegue ser mais produtiva e ter rendimento melhor até o horário do almoço. O ideal é incluir uma fonte de cada nutriente. Excluir alimentos que causam desconforto e irritam ainda mais a mucosa também é imprescindível, por exemplo: frituras em geral, doces, bebidas à base de cafeínas, bebidas gaseificadas, bebidas alcoólicas, alimentos ácidos, condimentados e outros.

Quando não for possível realizar uma refeição saudável,  uma boa opção neste caso  são os lanches naturais que também podem ser balanceados com um carboidrato (pão integral), uma fonte proteica (frango, peito de peru), saladas e legumes (alface, rúcula, cenoura ralada, beterraba ralada, tomate, etc).
Deixar a alimentação em segundo plano torna-se  uma prática muito perigosa à saúde, algumas das doenças causadas pela má alimentação são as seguintes:
A obesidade: é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associado a problemas de saúde. Podemos citar como causas da obesidade, fatores genéticos, ambientais e psicológicos. Entre os fatores ambientais está o consumo excessivo de calorias e a diminuição no gasto energético, que devem ser modificados para o controle da doença.
Colesterol elevado: O aumento de colesterol na corrente sanguínea pode ocasionar entupimento de veias e artérias causando o infarto e derrame.
Gastrite: é uma inflamação na mucosa do estômago, que podemos classificar de aguda ou crônica, a realização de poucas refeições ao dia com grande volume de alimentos e com grandes intervalos entre cada refeição também podem levar a uma gastrite.

A hipertensão ocorre quando os níveis de pressão arterial encontram-se acima dos valores de referência para a população em geral. Podemos citar como causas da hipertensão a obesidade, consumo excessivo de álcool, sal em excesso, tabagismo, sedentarismo e fator hereditário. Esta doença é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

*Grasiele Vieira tombini é academica do VII nível de Jornalismo da UPF

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Não adianta, é o machismo


Bruno Quevedo*

(Foto: Reprodução/Google Imagens)
Essa guerra vem desde a barriga da mãe. Na gestação, cromossomos X (mãe) e Y (pai) travam uma verdadeira batalha: genes maternos lutam para silenciar os paternos e vice-versa, através de mecanismos bioquímicos ainda mal conhecidos. O problema é que transpassa as barreiras da pele e passa a afetar diretamente nossas vidas, quando adultos. A guerra entre os sexos gera discussão, e pesada. Mas por que tanta discussão, se, no fim das contas, homens e mulheres são humanos?

Grande parte da discussão reside na ideia histórica e culturalmente difundida de que os homens são superiores às mulheres. Lorota. O machismo nada mais é que um preconceito, assim como os outros tantos, que prega a não aceitação de direitos iguais para homens e mulheres, logicamente, da parte masculina. Responsável pela opressão de mulheres ao longo da história, expressa desde as piadas até casos mais graves, como agressões: no Brasil, a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas, o machismo assume papel ideológico quando cria um universo de ideias falsas a fim de plantar verdades também falsas para manter a dominação e, assim, dar liberdade à exploração. Com isso, mulheres terem comportamento que fujam à ditadura imposta pelos maridos - muitas vezes -, não são aceitas, daí a cultura de que a mulher é a “rainha do lar” e por isso deve passar, cozinhar, varrer, enquanto o homem fica esparramado no sofá assistindo TV. O machismo está relacionado ao sistema em que vivemos, o capitalismo: no princípio, a sociedade de classes exigia que houvesse monogamia para preservar a propriedade privada. Quem perdeu? Mulheres foram desintegralizadas do sistema e passaram a atuar dentro de casa, cenário até hoje predominante.
(Foto: Reprodução/Google Imagens)

Contexto dominador, nos cerca desde crianças e é expresso em frases, aparentemente, inofensivas - como “menina brinca com menina e menino brinca com menino” -, e nos levam a adular o machismo.

*Aluno do VII nível do curso de jornalismo da UPF.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cuide bem da sua mente

                                                                                                          Giordana Pezzini*

Século XXI. Moda, rostos bonitos, cuidados com o corpo. Mas e a sua mente, você anda cuidando bem dela? As doenças mentais acometem, em algum ponto da vida, cerca de 20% da população mundial .
Foto: Franciele Demarchi
São dados preocupantes para a Organização Mundial da Saúde (OMS) , já que no Brasil, por exemplo, os especialistas dizem que o atendimento da rede pública de saúde para os transtornos mentais e de comportamento ainda são insuficientes.
De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria , os problemas mentais são a segunda causa dos atendimentos de urgência.
Apesar disso, nos últimos 20 anos, o país investiu nos cuidados com a saúde mental, procurando evitar internações em hospitais psiquiátricos, adotando diagnósticos e tratamentos mais eficazes. Um bom exemplo foi a criação dos Centros de Atenção Psicossocial, os Caps, criados em 1986 e que hoje passam de 1600 unidades em todo o país.
Os Caps têm o objetivo de oferecer atendimento, acompanhamento clínico e fazer com que essas pessoas tenham acesso normal ao trabalho, lazer e fortalecer laços com a família e a comunidade em geral.
Entre as principais doenças mentais e de comportamento estão a depressão, distúrbio de ansiedade, síndrome do pânico, transtorno bipolar, esquizofrenia.
Porém, o que muitos não sabem é que os transtornos mentais têm tratamento e cura, como outras doenças. Mas o primeiro passo para a cura é descobrir se a pessoa "é" ou "está" doente. Se ela estiver doente as chances de cura serão maiores e mais rápidas do que se ela for doente.
Por isso, vale a pena ressaltar: preste mais atenção em você, se permita parar por um momento e ver se está tudo bem com seu interior. Cuide-se, e principalmente, cuide bem da sua mente.

*Giordana Pezzini é acadêmica do VI nível do curso de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Atenção no comportamento


Cassiane Seben*

Dados revelados pelo Ibope, devido a uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), apontam que o Brasil tem 16,5 milhões de doentes mentais que precisão de internações e 20 milhões com doenças mais leves. E desses 16,5 milhões, 1,3 milhão dos brasileiros que sofrem de transtornos mentais graves não têm acesso a tratamento médico adequado.

(imagem: radialistapaulosilva.blogspot.com)

Enquanto a política pública não encarar as doenças mentais, de fato, como doenças, continuaremos vendo no Brasil casos como a chacina de Realengo que chocou o Brasil inteiro em abril deste ano. No episódio, 12 crianças morreram dentro de uma Escola no rio de Janeiro, quando um ex-aluno entrou no colégio e disparou contra os estudantes. Depois da divulgação das cartas deixadas pelo assassino, muitos especialistas apontaram evidências de transtorno mental.

O que acontece é que os transtornos mentais sejam eles de humor, como depressão, distúrbio bipolar, distúrbios de ansiedade (fobias, pânico, compulsão), esquizofrenia, anorexia nervosa e bulimia devem sim ser diagnosticados como doença e serem tratados.

O fato é que a população de acordar para isso, pois comportamento problemático, sem causa aparente pode ser resultado de uma doença emocional e não uma falha de caráter, como por exemplo: agressividade, a tristeza excessiva, a preocupação exagerada, a falta de confiança nos outros, o egoísmo e avareza, o abandono e dependência, o fraco controlo emocional e a hipocondria.

O ideal estar atento com o seu familiar, amigo, vizinho, aluno, pois, são doenças cada vez mais comuns, podendo ser de origem biológica, psicológica ou social, e devem ser encaradas como tal. E para isso os governos devem encarar a realidade, o caso do massacre de Realengo é só um, existem tantos outros que acontecem na nossa frente todos os dias.

 
*Cassiane Seben é aluna do curso de Jornalismo da UPF, VII nível.








sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Consumismo não é Consumo

*Tayná Biazus dos Santos

Para falar sobre consumismo, primeiramente deve-se ter o entendimento da palavra. Consumismo significa: Hábito ou ação de consumir muito, em geral sem necessidade.

Foto: consumindosemparar.blogspot.com
Uma pessoa consumista é aquela que está sempre consumindo produtos ou serviços, exageradamente, sem ter consciência do que está fazendo, agindo por impulso.

 Atualmente há mais ofertas de produtos do que pessoas para adquiri-los, porém as estratégias existentes para esse consumo são tamanhas que muitos acabam sendo seduzidos por isso, sendo levados à compra. Exemplos claros são campanhas publicitárias vinculadas nos meios de comunicação,     e as facilidades existentes para a compra de determinado produto.

A evolução da sociedade tecnológica fez com que o consumismo impulsionasse as compras baseadas no estado psicológico de determinadas pessoas. O desejo de consumir para não se sentir excluído de seu grupo, para aliviar o stress do dia-a-dia, etc. O consumo de produtos deveria existir devido à necessidade que cada um tem, em relação a esses produtos, por exemplo, e não ser um meio de se saciar.

O desenvolvimento do mundo e junto dele da sociedade fez com que não somente as pessoas fossem vítimas desse vício, mas também o meio ambiente, que sofre graves consequências devido ao lixo que se acumula a poluição que as fábricas geram, e é por esses e outros motivos que deveriam existir políticas que amenizassem tamanho estrago.

O cineasta brasileiro Marcelo Masagão, em sua ficção “1,99 Um Supermercado de Palavras”(2004), mostra como as pessoas estão submissas ao consumo exagerado, sem necessidade, mostrando também como muito desse consumo está ligado as modas e ao marketing.

Portanto, uma linha de raciocínio e consciência deve ser utilizada: consumismo é diferente de consumo. Devem-se distinguir os dois conceitos, pois cada um possui seus objetivos, mesmo que caminhem paralelamente.

Curiosidade: Assista ao trailer do filme “1,99 Um supermercado que vende palavras”


 

*Tayná Biazus dos Santos, aluna do curso de Jornalismo-UPF, XII Nível

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O heroísmo da adoção

Victor Hugo Folchini Sebben*

Fonte: Divulgação/Google Imagens

Volta e meia retorna à mídia a questão da adoção, tema que se tornou mais presente há dois anos, quando o governo sancionou a nova lei que regulamenta essa prática . Na ocasião, algumas discussões procuraram averiguar os prós e contras da nova legislação, como de fato cabe à imprensa fazer.

No entanto, o que geralmente está por trás das discussões sobre adoção é a necessidade ou não de uma regulamentação rigorosa. De um lado, estão os que pensam que o rigor da lei, ao impedir que famílias as quais não se enquadram nas requisições legais adotem crianças, atravanca o processo com burocracia, negando a muitos jovens o direito que a própria constituição lhes assegura: o de crescer em um seio familiar adequado. O argumento faz sentido.

Mas existe, também, o outro lado da moeda. Em um país no qual crianças são diariamente expropriadas para servirem aos obscuros propósitos do crime e prostituição, é necessário rigor e cuidado. Além do mais, a submissão de famílias a longos períodos de espera deve-se muito mais ao fato de que a maioria das pessoas procuram crianças bem pequenas para adotar (como referido no artigo linkado no início do texto), enquanto a maioria dos menores que esperam por adoção já se encontram em idade mais avançada. Ou seja, há um problema de oferta e demanda, por assim dizer.

A nova lei contem, de fato, mecanismos de controle importantíssimos, dos quais não se pode prescindir. Negar a necessidade de qualquer regulamentação nessa área é perceber a existência da ponta do iceberg, desconhecendo a massa abaixo d’água. A criação do cadastro nacional de pessoas interessadas em adotar e crianças disponíveis para adoção faz muito sentido também, mas tem um problema: ela desflexibiliza de forma demasiada o processo. Só serão considerados para adotar uma criança mais velha os que se cadastrarem como interessados nessa faixa etária. Um contato poderia levar alguém a adotar um menor fora dos parâmetros que, inicialmente, norteavam sua busca.  

Exercício de consciência
Creio que a solução possível, nesse caso, passa pela consciência, e não pela lei. É pensar na adoção não apenas como uma alternativa para casais que não podem (ou não desejam) ter um filho próprio. Em um mundo cada vez mais superlotado, e com abismos sócio-econômicos grotescos, adotar é, acima de tudo, uma alternativa de vida ética e correta. Adotar crianças um pouco mais velhas quando é difícil encontrar recém-nascidas é produzir um bem social que não pode ser medido de nenhuma forma. É salvar uma vida.

Está nas mãos de nossas famílias de classes média e alta promover a melhoria das condições de vida de milhares de pessoas em nosso país. Basta apenas que haja a coragem que o heroísmo demanda.

*Acadêmico do sétimo nível de Jornalismo


Uma luz no fim do túnel

 Francine Tiecher*

Foto Divulgação
Nos três primeiros artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos fica assegurado a qualquer indivíduo o direito à vida, à liberdade e à igualdade sem distinção por qualquer condição que seja.
Não é preciso ir muito longe para saber que o direito à vida e á condição familiar é assegurado por lei. Assim, todo e qualquer membro de uma sociedade civil, tem direito a ter uma família, a ter sua vida preservada e a ter condições dignas de sobrevivência.

Muitos nascem sem ter um lar, abandonados à mercê de um mundo cruel e egoísta. Outros tantos nascem sem poder ter a chance de construir um lar, de formar uma família, de perpetuar a espécie. E é através desse círculo que nasce a adoção, o maior gesto de amor e carinho que alguém pode dar e receber.
Foto Divulgação

No Brasil, atualmente, existem mais de 27.000 pretendentes á adoção. Uma média que chega a quase 6 famílias para cada criança que não possui um lar ou sequer uma família. Assim, crianças abandonadas crescem em lares e abrigos para menores, sonhando com um dia poder ter alguém para chamar de pai e mãe.
Só que alguns dos problemas para a dificuldade em adotar e ser adotado está na burocracia, faixa etária, cor e sexo das crianças, além da falta de vínculo afetivo entre as partes.

Como sabemos, o Brasil é um país com uma diversidade cultural muito grande. Juntamente com isso, a mescla de raças e características são inúmeras. Só que infelizmente, não sabemos lidar com isso, e na maioria das vezes somos tomados pelo preconceito. Aumentam o número de pais que querem adotar, mas em contrapartida os mesmos fazem restrições ao “tipo” de filhos que querem ter em suas casas.

Quem nasce e cresce em sua família de origem, não imagina o tamanho do drama enfrentado, dia após dia, pelas crianças que passam a vida toda sonhando com um lar, que pode nunca chegar a existir.

A única solução para que a situação da adoção no Brasil venha a melhorar, é a transformação da cabeça, da mentalidade e da maneira de pensar das pessoas que adotam. Se as pessoas forem mais humanas e deixarem o orgulho e o preconceito de lado, muitas crianças terão um final feliz.

E não só as crianças poderão ter uma família, mais os casais terão uma oportunidade de reconhecerem e sentirem a magia da paternidade.

Essa é a esperança. Saber que ao chegar em casa depois de um dia na escola, a criança vai encontrar uma cama para dormir, um abraço para ganhar, vai encontrar amor, carinho e acima de tudo, segurança.


Foto Divulgação


*Acadêmica do VII nível de jornalismo on-line
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Eu, Robô!

*Tayná Biazus dos Santos, acadêmica Jornalismo, VII nível.




Isaac Asimov, tornou-se famoso por escrever para cientistas e para leitores de ficção- científica. Possui uma bagagem bastante grande, com mais de cinquenta livros, todos no ramo da ficção e não ficção.

Ele é autor do livro de ficção- científica,
Eu, Robô (1950) , que possui nove contos, onde são apresentadas as Três Leis da Robótica, como foco principal. Essas leis surgiram como uma condição para que humanos e robôs pudessem conviver em um mesmo local. Elas são apresentadas no início do livro, para uma melhor compreensão do leitor.

A maioria dos contos tem como protagonista ou coadjuvante a Dra. Susan Calvin, personagem humana que relata fatos sobre a história da robótica que ela vivenciou, devido ao fato de ser a psicóloga de robôs da U. S. Robôs e Homens Mecânicos S. A, a maior multinacional de robôs e outras máquinas com cérebros positrônicos.

Positrônico é o termo usado ao tipo de cérebro dos robôs. Esses cérebros positrônicos podem dar aos robôs a capacidade de desenvolver personalidade e sentimentos, como nos humanos.

Asimov, nesse livro, tem seu foco nos avanços das tecnologias e, por esse motivo, os contos tem um ar mais futurístico. Neles entram também a robótica, fazendo com que os homens reflitam sobre esse progresso e pensem na possibilidade de máquinas começarem a viver e conviver com os seres humanos.

Eu, Robô faz com que o leitor voe na sua imaginação, inventando as cenas, imaginando os personagens, criando esse mundo do futuro. Nele os robôs não são expostos como máquinas do mal, como a maioria os vê – principalmente nos filmes, que mostram isso - mas sim, são máquinas do bem que podem viver em harmonia nesse mundo.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ei, eu existo!


*Fábio Freitas de Rosso

Eu sou sinistro, melhor que seu marido, esculacho o seu amigo…”. Quem iria imaginar que uma letra dessas iria reunir mais de sete milhões de acessos no Youtube? Pois é, são os frequentes fenômenos da internet. Candidatos a cantor, a ator, a celebridade. Pessoas que buscam constantemente pela fama. Uns criativos, outros nem um pouco. Mas, em instantes, independentemente da qualidade do conteúdo, viram febre na internet.

 
Mallu Magalhães teve sucesso a partir de vídeos da internet
Há os que são motivo de piada, os que trazem à tona polêmicas sociais e ainda os que são vítimas de bullying ou de crimes cibernéticos. Mas também existem os que lançam obras com qualidade na web. Quem não lembra da jovem Mallu Magalhães, por exemplo. A jovem que ficou conhecida pelas canções que postava na internet. Em pouco tempo, Mallu já ganhou prêmios, cantou em importantes festivais de música do país, foi entrevistada por reconhecidos veículos de comunicação, lançou CD e agora caminha com sucesso em sua trajetória profissional. Tudo a partir do reconhecimento proporcionado pela internet.
 
Grupo Avassaladores criou funk com inúmeros acessos na web
Quem, em 2008, não cansou de ouvir a famosa música da dança do quadrado? Ou já não escutou sobre o “sanduíche – íche” da nutricionista Ruth Lemos, ou ainda sobre a empregada Sônia tentando pronunciar a palavra Youtube?

O jornalista Lasier Martins, por exemplo, já cansou de responder sobre o vídeo em que aparece levando um choque durante uma reportagem gravada em uma festa da uva em Caxias do Sul.

 
Uns marcam, outros são como a maioria do conteúdo da internet, efêmeros. Mas, uma coisa é fato, a internet tem um potencial enorme, tanto para denegrir a imagem de alguém, quanto para promover uma pessoa. Cabe aos seres humanos ter a sensibilidade para saber lidar com essas ferramentas. Mas, uma coisa é certa, seja qual for o fenômeno da internet, muitos deles querem apenas expressar: ei, eu existo!


Veja mais vídeos que são sucessos na internet:
 

Susto do gordinho: http://www.youtube.com/watch?v=GDzCI4Do2sA&feature=related

Stefhany, a absoluta: http://www.youtube.com/watch?v=O48bne8XSfk



*Aluno do VII nível de Jornalismo Online

Famoso, eu?!

*Filippe de Oliveira

O que leva uma “criatura” a postar um vídeo na internet?! “O que leva uma “criatura” a se sujeitar a tamanha exposição?! Dar a cara a tapa?! Oferecer-se ao julgamento implacável dos outros?!” Essas são apenas algumas perguntas que podem ser feitas quando falamos dos surpreendentes, irreverentes e inesperados “famosos anônimos” da rede. Pessoas que, do nada, acabam virando celebridades, pelo simples fato de publicar um vídeo, uma foto, uma frase, uma opinião nas redes sociais. As respostas a essas perguntas são muitas, infinitas e, algumas, sem nenhuma explicação.

Certamente é necessário que se tenha um bocado de vaidade. Ser bastante exibido, narcisista. Pode ser também um desejo legítimo de gritar para o mundo: “olha eu aqui! Eu existo! Eu quero ser conhecido! E mais, eu não quero ser só conhecido, eu quero ser reconhecido!”

É fato que a internet se tornou o meio de comunicação mais rápido e ágil dos dias atuais. Mesmo não sendo, ainda, um veículo de comunicação de massa, ela possibilita, além da diversão, a interatividade. O crescente número de internautas que a utilizam para o seu bem estar, postando fotos e vídeos em suas páginas pessoais, e gerando, direta ou indiretamente, comentários de outras pessoas mostram o quão interativa a rede é. É, também, a partir daí, que surgem os fenômenos dessa rede.

A Banda Mais Bonita da Cidade
Alguns exemplos de anônimos que viraram famosos da noite para o dia: o grupo pop Restart, a cantora Susan Boyle, Rebecca Black e, recentemente, A Banda Mais Bonita da Cidade. Todas pessoas comuns que viraram sensação na internet!

 A veiculação dessas imagens pode, muitas vezes, ser feita de forma involuntária e sem nenhum objetivo específico, mas é notável que, depois de certas aparições, a vida das pessoas que protagonizam os vídeos ou imagens muda “da água para o vinho”.

*Aluno do VII nível de Jornalismo Online